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A Malabarista

Nesta família partilha-se...

...como tal, tendo em conta que a miúda trouxe uma virose da escola na 6a feira passou ao próximo e não ao mesmo, que é como quem diz à mãe. Há uns anos que não tínhamos episódios dignos de "O exorcista" cá por casa. Deu direito a hospital e tudo. Nestas coisas os putos querem o quê? Mãe. Colo de mãe, abraço de mãe, beijinhos de mãe. E mãe faz o quê? Dá.

 

Resultado, há dois dias encostada à box, a tentar estudar para uma oral, com o marido fora a trabalho, e um feed de Instagram pornográfico. Entre comidas que não posso comer, e gajas boazonas a treinar - coisa que também não me apraz fazer, não sei se me anime, se me deprima. 

 

 

 

Acontece a todas...

O cartão multibanco expirou em Setembro. Acreditando que em Agosto neste país não se faz nada mesmo decidi esperar mais uns dias para ver se chegava. Nada. Liguei para o banco. "-De facto existiram atrasos em Agosto, mas tenho aqui a indicação de que já foi enviado, vamos aguardar mais uns dias... blá blá blá". Passaram-se os dias. Fui ao site do banco, preenchi o formulário de reclamação, ligaram-me uma hora depois - nem isso, talvez mais rápido ainda.

Não sabem o que se passa, gentilmente ofereceram-se para me isentar de todas as operações ao balcão, já tinham falado com a agência, a central e o diabo a sete. Ninguém sabe do cartão. Aguardemos mais uns dias, para ver se é preciso cancelar o que enviaram e não recebi, acarretando isto custos para mim, embora eu não tenha a culpa do sucedido.

 

Fim de semana, a arrumar o escritório dou com uma pilha de cartas por abrir. O que é que lá estava desde Agosto?

Sim, o cartão multibanco.

 

Também em Agosto, estava eu no parque com os miúdos quando uma senhora simpática da Salvat me ligou para oferecer livros. Colecção dos clássicos da Disney, dois volumes de cada vez, os dois primeiros oferta, posso cancelar em qualquer altura... nada de novo. Possuída pelo espiríto de aprendizagem da primogénita disse que sim à senhora simpática e fiquei à espera dos livros. Mas esperei tanto que me esqueci sequer que os ía receber. Nunca mais pensei nisso. Eis que os senhores da Salvat me resolveram recordar dos livros, desta vez de uma forma nada simpática:

SalvatSMS.jpg

 Eu não recebi nada, nem um livro, nem uma carta, nada (e acreditem, depois do epic fail com o cartão multibanco eu triple-checkei) a não ser uma conta, ainda por cima já a carimbar-me de caloteira. Oh well...

Um dia de Partir a Cabeça

Ontem foi um dia de partir a cabeça. Em sentido literal e em sentido figurado, para não faltar nada. Senão vejamos:

 

Manhã

O Nobel da Literatura foi para o Dylan. Tudo em polvorosa pelo mundo cibernético. Uns contra, outros a favor. Mas afinal qual é o valor que o Nobel tem para que os ânimos ficassem ao rubro? Só compram livros de laureados para a estantes lá de casa e chatearam-se por isso? No que me diz respeito o gajo é um bom poeta (já a cantar não me aquece nem me arrefece). Pode não ser o melhor, e a justificação da academia, tendo em conta que é um nobel para a literatura, deixa o feeling das jogadas políticas por detrás da escolha. But then again... not worth the fight. Parabéns Bob!

BobNobel.jpg

 

Tarde

14h - Teste na Faculdade. O primeiro teste desde há muito. Foi como as aulas: viajar na maionaise sem fio condutor. Não estou lá com grande fé no resultado da coisa. Mas como diria o Bogart:

 

Casablanca.jpg

 

 

16h - Estou numa aula. Como é óbvio o telemóvel está em silêncio, e como é menos óbvio está dentro da mochila, para lhe dar atenção depois da aula (sim, porque esta malta está nas aulas mas está a whatsappar e afins, à frente do professor!!!). Saio e tenho chamadas não atendidas com fartura e mensagens do maridão. O puto partiu - literalmente - a cabeça na escola. Foi para o hospital. Sofre, sofre, sofre. O pai foi lá ter, mandou foto e lá sosseguei.

 

Afonso_BrokenHead.jpg

 

18h - Aula de lógica. Uma imagem vale mais do que mil palavras não é? Nem digo nada, é ver meu povo, é ver:

Logica_TabelaVerdade.jpg

 

A noite acabou num regabofe de pizza e vinho (para mim, não para os miúdos) a ouvir em primeira mão o relato de como o meu filho foi a correr contra um poste de madeira no recreio, levou pontos e não chorou, e ganhou o crachá da educadora como medalha de bravura. É disto que se fazem os heróis e de que se enfraquece um coração de mãe.

Somos um país de Taxistas

Segunda-feira é um dia cheio de aulas para mim. Fui sabendo dos pontos altos da manifestação dos Taxistas contra a Uber pela minha bff, que colada à televisão enquanto trabalha (luxos de freelance writer) me enviava whatsapp furiosamente.

 

Eu tinha 18 anos quando me meti pela primeira vez num táxi sozinha. Do Terreiro do Paço para os Restauradores, porque estava atrasada para apanhar o combóio. E a primeira vez chegou para ser alvo de impropérios. Primeiro o clássico bufar por a corrida ser pequena, depois o assédio surreal do típico taxista e de convites impróprios, terminou a enxovalhar-me porque ele não tinha troco. Nunca mais andei de táxi sozinha.

 

Por isso não é de estranhar que a Uber tenha sido a melhor coisinha que surgiu (depois do passe social, claro) desde há muito. Gosto da escolha. Da simplicidade. Da cortesia, da limpeza e da amabilidade. Gosto que tenham assentos para os miúdos, que se preocupem com a temperatura, a música e acima de tudo que me respeitem quando quero falar e quando quero estar calada. 

 

Um Uber não é um táxi. Não é (para já e nos termos da lei) um transporte público. Não o sendo cumpre na perfeição o seu papel. Que seja preciso legislação adequada a um novo modelo de negócio não discuto. Agora que os senhores taxistas precisam de acordar para a vida, aí não há volta a dar.

 

E não são só os taxistas. Na verdade, somos um país de taxistas. Tanta energia reaccionária que podia ser aplicada na inovação e na melhoria própria. É impressionante como é sempre mais fácil culpabilizar os outros do que fazer algo para mudar o que não está a resultar.

 

Desejo que os taxistas (os literais e os outros) evoluam.

A minha sugestão para os taxistas é que durante um dia inteiro circulem gratuitamente. Convidem as pessoas a entrar em carros limpos, com música agradável para todas as distâncias. Esqueçam o futebol, deixem os palitos em casa e abram a porta às senhoras. Quem sabe é um começo para que a confiança se comece a conquistar. 

 

A minha sugestão para os outros... fica para outras núpcias. 

MafaldaTaxiUber.jpg

 

Karaté Kid em potência

O meu miúdo sofre de um saudável excesso de energia. Acrescentem a isto a testosterona em potência, um uso exacerbado de onomatopeias e admiração pelas Tartarugas Ninja e têm uma ideia aproximada do que me saíu na rifa.

 

Vai daí na escolha de actividades para este ano o Karaté foi assim uma opção condicionada.  A outra escolha recaíu na Natação, quer pelo lado saudável, quer pelo desenvolvimento que já testemunhámos na irmã, quer porque o gajo é meio maricas com a água. Aqui nem teve opção.

 

Mas voltando ao Karaté, quando conversámos depois da primeira aula estas foram as impressões dele:

"- O chefe é careca e ensinou-nos a fazer posição de super-herói." - ok, temos de trabalhar na parte do chefe e na descrição, mas careca até combina com o meu imaginário, e de facto marcou-o porque não está habituado a carecas.

"- O chefe fez-nos sentar em silêncio e meditar, e dar pulos e pontapés" - bingo! cá está a parte das artes marciais que achei por bem introduzir na vida do miúdo. Não é fácil ser rapaz, pode ir aprendendo já estas coisas da concentração que tenho a certeza que vai ser muuuuito útil lá mais para a frente.

 

5a feira há mais, mas começamos bem.

MrM.jpg

 

 

Type O Negative - October Rust

Out2016.jpg

Bad Ground
...
Love You To Death
Be My Druidess
Green Man
Red Water (Christmas Mourning)
My Girlfriend's Girlfriend
Die With Me
Burnt Flowers Fallen
In Praise Of Bacchus
Cinnamon Girl
The Glorious Liberation Of The People's Technocratic Republic Of Vinnland By The Combined Forces Of The United Territories Of Europa
Wolf Moon (Including Zoanthropic Paranoia)
Haunted
...

 

F*ck, isto tem vinte anos.