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A Malabarista

Um dia de Partir a Cabeça

Ontem foi um dia de partir a cabeça. Em sentido literal e em sentido figurado, para não faltar nada. Senão vejamos:

 

Manhã

O Nobel da Literatura foi para o Dylan. Tudo em polvorosa pelo mundo cibernético. Uns contra, outros a favor. Mas afinal qual é o valor que o Nobel tem para que os ânimos ficassem ao rubro? Só compram livros de laureados para a estantes lá de casa e chatearam-se por isso? No que me diz respeito o gajo é um bom poeta (já a cantar não me aquece nem me arrefece). Pode não ser o melhor, e a justificação da academia, tendo em conta que é um nobel para a literatura, deixa o feeling das jogadas políticas por detrás da escolha. But then again... not worth the fight. Parabéns Bob!

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Tarde

14h - Teste na Faculdade. O primeiro teste desde há muito. Foi como as aulas: viajar na maionaise sem fio condutor. Não estou lá com grande fé no resultado da coisa. Mas como diria o Bogart:

 

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16h - Estou numa aula. Como é óbvio o telemóvel está em silêncio, e como é menos óbvio está dentro da mochila, para lhe dar atenção depois da aula (sim, porque esta malta está nas aulas mas está a whatsappar e afins, à frente do professor!!!). Saio e tenho chamadas não atendidas com fartura e mensagens do maridão. O puto partiu - literalmente - a cabeça na escola. Foi para o hospital. Sofre, sofre, sofre. O pai foi lá ter, mandou foto e lá sosseguei.

 

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18h - Aula de lógica. Uma imagem vale mais do que mil palavras não é? Nem digo nada, é ver meu povo, é ver:

Logica_TabelaVerdade.jpg

 

A noite acabou num regabofe de pizza e vinho (para mim, não para os miúdos) a ouvir em primeira mão o relato de como o meu filho foi a correr contra um poste de madeira no recreio, levou pontos e não chorou, e ganhou o crachá da educadora como medalha de bravura. É disto que se fazem os heróis e de que se enfraquece um coração de mãe.